O ano novo para os cristão começa com a festa de “Maria mãe de Deus”, a Igreja sofre críticas severas e é acusada de idolatria ao considerar uma simples mulher de forma tão sublime. Na verdade, não foi a Igreja quem determinou esse dogma, se nós negarmos o fato de que a Virgem Maria deu à luz o Filho de Deus, que também é Deus no mistério da consubstancialidade com o Pai e o Espírito, o que faremos das páginas do evangelho? Foi a Bíblia que assim definiu Maria: Cheia de graça! Ora, graça é dom, se ela é cheia de dons é porque possui todos os que lhes são necessários para realizar a obra que o Senhor lhe deu. Esses dons de Maria estão acima de nossa medíocre compreensão humana são parte do mistério de Deus assim como a missão da Virgem da Maria.
Por essa razão, não dizemos cheia de graças, mas cheia de graça, o que significa a plenitude da graça divina não só para sua missão de mãe de Deus, mas também para sua missão de nossa mãe. Maria consumiu sua vida inteira para realizar a vontade de Deus como mãe de Jesus em um ambiente social hostil para uma mulher na sua condição. Seu sofrimento maternal humano, embora indizivelmente grande, termina com a ressurreição do Senhor, mas os dons de sua maternidade divina continuam voltados para sua finalidade que é a obra redentora de Deus em Jesus Cristo. Maria é por isso um dos muitos instrumentos dos quais o Pai se utiliza para completar sua obra de salvação e tudo o que lhe presta serviço é nobre como nobre é a sua pessoa.
Portanto, celebrar a maternidade de Maria Virgem e Mãe de Deus, não é exaltá-la em primeiro lugar, mas exaltar aquele que é capaz de realizar nela essas maravilhas. É claro que tudo isso pode nos parecer impossível e improvável: uma simples mulher seria digna de tal honra? É na simplicidade que Deus confunde os arrogantes. Quem senão o Verdadeiro e único Deus poderia realizar tal coisa?
Feliz Ano Novo!

