Depois veio o crime no sul do país quando um grupo de ciclistas se achando “donos” da cidade foram atropelados por um doutor desequilibrado que se sentiu desrespeitado. Pronto! Estourou no Brasil uma febre pela bicicleta e quase não se falou dos limites que esses cidadãos ultrapassam no dia a dia do trânsito nas cidades. Para ficar pior, a polícia baixou o pau nos manifestantes pró- maconha na Paulista em São Paulo e começou outra exacerbação em torno de um tema que passou a ser obrigatório na programação diária.
Agora o homossexualismo venceu a barreira do STF que aprovou a lei anti-homofobia, e toda hora temos notícias e informações inúteis no rádio, na TV, na internet, apresentando isso como uma cultura obrigatória, inclusive para o público infantil.
Essa overdose de apelos sensacionalistas ultrapassa o limite do razoável e revela uma imprensa brasileira descomprometida com os grandes temas dos quais o país realmente depende e precisa discutir.
Eu já não agüento mais ouvir falar de gay, bicicleta e maconha, a tão exaltada liberdade começa pelo respeito ao direito de todos não importam suas opções particulares. Enquanto isso, na sala de justiça...! Os políticos estão trabalhando na calada da noite em prol de si mesmos e de suas ambições promíscuas.
Embora essas questões sejam importantes, elas não podem nos alienar aumentando ainda mais a nossa ignorância.

