quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cara democracia

Ao pararmos para pensar nos domínios tirânicos dos governantes de alguns países, nos perguntamos como é que um povo se deixa dominar de tal forma a perder toda a sua liberdade. Nessas sociedades onde o machismo é predominante e cruel, a mulher veste burca, casa com quem não deseja e é frequentemente espancada por meros caprichos masculinos. Lá, ainda, as crianças aprendem a manusear armas e a banalizar a morte, quase sempre não chegam a ter infância. Na África, recentemente, foi descoberta uma fazenda onde adolescentes ganhavam trezentos reais para dar à luz confinadas em centenas como o gado, seus filhos eram vendidos para o exercito e para a escravidão.

Só mesmo com uma visão como esta para se aceitar o preço da democracia, como ela custa caro! Ser livre, poder opinar, escolher tem sua correspondência paradoxal na obrigação, na aceitação dos contrastes e das diferenças. Como dói saber que a polícia que já faz tão pouco pela população contra as drogas e seus males, tenha que defender alguns que pedem a descriminalização de uma substância que está na origem de gravíssimos problemas sociais que vão além do vício, do crime e da violência. Mas fazer o que? É a liberdade de expressão. Na democracia é assim, nem, sempre nos parece certo e mesmo quando há incoerência é preciso prevalecer o respeito. Talvez seja essa a razão de muitas sociedades não terem ainda optado pelo caminho da democracia.

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