O portal Terra publicou hoje reportagem da colunista Amália Safatle, na qual a jornalista alerta para uma proposta de se alcançar a sustentabilidade através da diminuição da população pobre nos países subdesenvolvidos. Essa proposta é o resultado de uma pesquisa publicada pela organização norte-americana Population Action International.
Não se engane, porém ao imaginar que essa proposta considera a diminuição da desigualdade social entre nações ricas e pobres, muito menos investir no desenvolvimento dessas populações carentes para que possam se adaptar às mudanças climáticas. A proposta apresenta o “controle dos nascimentos” nesses países pobres, como saída para um problema que na sua maior parte é provocado justamente pelas superpotências mundiais. É importante saber que este controle de populações não acontece apenas através de processos educativos, mas principalmente, por meios mais objetivos e mais baratos, como as políticas abortivas e outras como a eutanásia.
A jornalista ainda chama atenção para a importância dessas famílias numerosas em países cuja atividade de subsistência é a lavoura onde todos trabalham juntos para se sustentar.
A adiantada degradação ambiental que tem provocado grandes mudanças climáticas, afetando o equilíbrio natural é um resultado óbvio da utilização inadequada desses recursos naturais que desrespeitam a vida planetária. E isso ocorre devido ao consumo dos países mais desenvolvidos que pouco ou quase nada, se comprometem com os programas de preservação ambiental. A escassez de água potável e de comida são consequências imediatas dessas ações irresponsáveis.
O absurdo dessa proposta é a tentativa de nos levar a crer que para os ricos viverem é preciso extinguir os pobres.
As populações pobres, inclusive no Brasil, ficam à margem do desenvolvimento, são exploradas ou pelo menos excluídas e por isso não são capazes de agir de forma sustentável na busca da sobrevivência. É preciso diminuir a pobreza e não eliminar os pobres, e isso só será possível por meio de uma consciência social mais aprimorada em que a caridade seja o leme das ações políticas. Não será possível resolver nenhum problema mundial com medidas antiéticas e excluidoras. As guerras civis, o autoritarismo e a busca desenfreada pelo lucro e pelo poder são as questões que devem ser resolvidas com mais urgência para que a vida humana não seja assim tão ameaçada.
A reportagem de Amália Safatle pode ser conferida no link:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4853959-EI6780,00-Reduzir+a+vulnerabilidade+climatica+diminuindo+os+pobres.html


Não há solução fácil para problema difícil
ResponderExcluir(PAULO Vl)
A humanidade inteira aliena-se quando se entrega a projetos unicamente humanos, a ideologias e a falsas utopias.
De fato, a degradação da natureza está estreitamente ligada à cultura que molda a convivência humana: quando o meio ambiente é respeitado dentro da sociedade, beneficia também a vida humana, de modo que o enfraquecimento de um põe em risco a existência do outro.
Se não é respeitado o direito à vida e à morte natural, se torna -se artificial a concepção, a gestação e o nascimento do homem, se são sacrificados embriões humanos em pesquisas, a consciência comum acaba por perder o seu foco principal e essencial.
È contradição até pedir as novas gerações o respeito do ambiente natural, quando a educação e as leis não as ajudam a respeitar-se.
Os deveres que temos com o meio ambiente estão ligados aos deveres que temos para com o ser humano integralmente. O texto desta jornalista é uma demonstração grave de uma mentalidade que quer impedir a vida de existir.
Ora, todo mundo sabe que hoje sobra alimento em muitos lugares do mundo; na Europa e nos EUA os fazendeiros são pagos pelo governo para não produzir. E até no Brasil se jogam às vezes toneladas de batata no lixo porque não há compradores.
É algo que parece difícil de ser resolvido por conta do orgulho, ganância, guerras e não por falta de meios. Nunca o homem teve tanta tecnologia e nunca ele praticou tanto o controle da natalidade. Resolver o problema da pobreza matando o pobre, há algo muito errado nisso.
Rosineide Nery